O COMPORTAMENTO DO CONSUMIDOR EM 10 TENDÊNCIAS PARA 2019


A experimentação com a mistura cultural, a necessidade de repensar a esfera digital, novas maneiras de enfrentar a idade adulta e a vertiginosa sensação de se sentir um novato num contexto de evolução acelerada são alguns dos fatores a considerar sobre o comportamento do consumidor em 2019, num estudo realizado pela Llorente & Cuenca.

Da experiência do consumidor à disrupção tecnológica dos assistentes de voz e das plataformas de streaming, passando pela evolução dos millenials na vida adulta, o relatório Tendências Consumer 2019 traça 10 tendências do consumidor para este ano. Desenvolvido pela área de consumer engagement da Llorente & Cuenca, o relatório pretende dar pistas sobre o comportamento do consumidor para 2019, das quais se destacam “a experimentação com a mistura cultural, a necessidade de repensar a esfera digital, novas maneiras de enfrentar a idade adulta e a vertiginosa sensação de se sentir um novato num contexto de evolução acelerada”. “A disrupção tecnológica obriga a uma transformação acelerada e a importância do mais básico e essencial passa a ser o que realmente importa como forma de valorizar a nossa existência e a nossa relação com o ambiente”, aponta Marlene Gaspar, directora das áreas de consumer engagement e digital da consultora de comunicação.

 

10 tendências do consumidor para 2019 segundo o estudo:

1. Customer Experience

A experiência do consumidor será um elemento crucial na sua relação com as marcas. Apesar dos avanços da tecnologia, uma cuidadosa atenção ao cliente continua a ser a chave para o sucesso. As empresas que se atrevem a brindar nos próximos anos não só a uma experiência de compra com êxito, como também a uma experiência de comunicação mais íntegra em cada um destes pontos de contacto, serão as que conservarão a lealdade dos seus consumidores e ganharão outros até.

2. Consumidor Eclético

Enfrentamos um consumidor que reivindica fortemente a sua identidade digital individual através do consumo de produtos e serviços baseados em conceder originalidade. Esta tendência nasce perante a perca de sentido de individualidade gerada, por um lado, pelos rápidos efeitos da globalização perante uma homogeneização social e cultural e, por outro, pela lenta permeabilidade do conceito de diversidade. O consumidor eclético partilha abertamente as suas ânsias de exaltar a sua própria identidade através da experimentação no consumo e as marcas devem enfrentar o desafio ao satisfazer esta inquietude.

3. O reinado da voz

Dispositivos de reconhecimento de voz como Alexa, de Amazon, Google Assistant e Siri, da Apple destacam-se também como ferramentas a considerar na hora de estabelecer comunicações publicitárias, pois estão a converter-se na forma preferida de milhões de utilizadores aquando da interacção com os seus dispositivos electrónicos. O reinado futuro da voz deverá apoiar-se sim, para superar a fase de promessa, na criação de conteúdos de interesse e na conexão real e integrada com o resto dos dispositivos.

4. eSports everywhere

Os eSports têm vindo a consolidar-se como um dos motores económicos que somam audiências milionárias. Não é nenhum segredo que o boom dos eSports ganharam protagonismo em 2018 e continuarão a fazê-lo nos próximos anos. Marcas, empresas e celebridades uniram-se ao fenómeno do mundo dos desportos electrónicos, convertendo este vínculo, mais que uma tendência, numa necessidade.

5. A guerra do streaming

As mudanças no consumo de conteúdo são determinadas pela geração on-demand e afectam o modelo de negócio de vários sectores, desde telecomunicações até ao entretenimento. Os talentos tradicionais de Hollywood estão a ir buscar uma presença maior no streaming para reposicionarem-se como marcas, já que as estrelas do YouTube os estão a ultrapassar no que diz respeito ao reconhecimento do público. A guerra pela atenção dos utilizadores destas plataformas vai estender uma forte pressão no preço e vai impulsionar conteúdos diferenciados e formatos mais inovadores. Os principais vencedores desta guerra serão os produtores de conteúdo já que os seus custos por licença irão disparar.

6. Rethink “social”

Da mesma forma, o relatório enfatiza o paradoxo que o consumidor actual enfrenta, ao se querer manter na vanguarda tecnológica e implementá-la nos seus hábitos de compra, mas também necessita que esta não afecte de maneira desmesurada a sua forma de interagir com a envolvente. As marcas devem então conceber maneiras para que as comunicações, além de criarem valor, não se tornem invasivas e façam com que o consumidor sinta que o seu bem-estar psicológico esteja acima de todo o objectivo comercial.

7. Marcas “change makers”

As marcas cidadãs caracterizam-se por ter um propósito claro para melhorar o mundo de uma maneira relevante para o seu negócio e por estarem comprometidas com crenças e ideologias. Muitas destas empresas têm políticas activas de funcionamento interno e acções de responsabilidade social e de sustentabilidade com as quais contribuem para estes propósitos. Cada vez mais são as marcas (Nike e Gillette são os exemplos mais recentes) que se posicionam em temas sociais chave e às quais não importa gerar controvérsia desde que o que eles representam esteja alinhado com os seus valores.

8. Novos adultos

Os millenials vão-se converter progressivamente em “novos adultos” e irão enfrentar desafios a partir de uma perspectiva muito diferente da que teve a geração anterior. Desde o seu papel como consumidores, veem-se imersos em diversos modelos de consumo que afectam a sua vida diária, como o trabalho remoto ou o desenvolvimento do e-commerce. Os novos consumidores procuram constantemente converter as suas pressões e responsabilidades em algo mais fácil de manusear. As marcas e as empresas podem servir como um recurso para facilitar o dia-a-dia destas gerações, através de novas ferramentas, produtos, serviços, experiências e modelos de consumo.

9. Sustentabilidade Open Source

Os consumidores inclinam-se cada vez mais para a preferência das marcas capazes de ir para lá das suas plataformas de sustentabilidade. As marcas estão a transcender os seus próprios limites, procurando sempre acrescentar valor e partilhar livremente o seu conhecimento e tecnologias para oferecer soluções efectivas a numerosos problemas do mundo actual.

10. Eternos novatos

Graças à velocidade a que avança a tecnologia, as marcas devem começar a preparar-se para assumir transformações com efectividade, mas sobretudo, porque os consumidores estão presos a uma espiral de evolução acelerada na qual tudo é efémero. Durante o ano 2019 e nos anos que se seguirão, vamos deixar-nos levar por uma corrente cada vez mais rápida de mudança em que as nossas próprias capacidades terão que se adaptar a aprender e a esquecer a uma velocidade também cada vez superior para navegar num contexto que será cada vez mais mutável e em constante mudança.

24 de janeiro de 2019. Texto publicado na Meios e Publicidade.

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